Geovani Alves, Advogado

Geovani Alves

Teresina (PI)
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Sobre mim

Advogado desde 2012. Graduado pela Universidade Estadual do Piauí. Pós-graduado em Direito do Trabalho. Atuação na área trabalhista, cível, consumidor e previdenciário.

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Eduardo Sefer, Advogado
Eduardo Sefer
Comentário · há 8 anos
É, o ingresso na vida política não poupa o bom juízo de ninguém.

Isto é intervenção militar onde? Isto é eleição. A vontade do povo. Não foram os militares que transformaram a vida jurídica do país num circo. Houve, sim, uma espetacularização e uma desmoralização. A polarização é conseqüência, e não causa.

Já fizera essa ponderação vários meses atrás. Virou entretenimento das massas. Auto de fé com doses generosas de picuinha. Era o rumo natural da coisa.

Os militares passaram a dirigir o STF à distância? É uma acusação grave. Como deputado, suponho que poderá fazê-la em termos mais claros, não?

Ademais, o autor equivoca-se no número e substância das intervenções.

A primeira foi em 1868, quando o Marechal Lima e Silva forçou a dissolução do gabinete de Zacarias de Góis à revelia do Parlamento - um exemplo prima facie da serventia do poder moderador. A segunda, em 1889, sim, feita às brumas matinais. A terceira, em 1891, quando o exército e a marinha, bem como o executivo e o legislativo, deram o deslanche a uma guerra civil mal-relatada, ceifando 30.000 vidas e encerrando-se no Cerco de Desterro. A quarta se deu a partir de 1910 - mas não pela Chibata e seus amotinados, mas pela Política das Salvações, em que a União se arrogou em eviscerar, pelo sítio e armas, toda e qualquer oposição estadual.

O tenentismo fora a quinta; a sexta, o Golpe de 1930; a sétima, a providencial retirada do dito tirano. O suicídio de Vargas é antes uma sobra de vergonha na cara que um resultado de pressão militar.

A oitava se deu em 1955; a nona, 1961 (e contou também com reação militar). A décima e última, 1964.

É curioso observar que o autor não inclui as eleições de Hermes da Fonseca e de Eurico Dutra (aka.: o Poste de Getúlio). Qual o critério, pergunto?

As forças armadas ganharam lugar de destaque no governo. Parece-me que herdamos o asco civilista à farda dos tempos do Império - renovado após o Regime Militar.

Que tenham seu peso, conforme o benefício que possam trazer consigo. E a vida segue. Sem intervenção. Mantendo-se a normalidade democrática e o estado de direito.

Impeachment no Supremo? As massas podem desejar, mas as instituições ainda existem e funcionam.
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